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Estudantes serão parceiros da AEB na divulgação de atividades espaciais

Jovens participaram do projeto de iniciação científica Ubatubasat, que resultou na construção e lançamento do nanossatélite Tancredo-1 ao espaço


por Portal Brasil


publicado:
23/03/2017 20h53


última modificação:
24/03/2017 11h30

A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu, nesta quarta-feira (22), a visita do coordenador e de três estudantes do projeto de iniciação científica Ubatubasat, que resultou na construção e lançamento do nanossatélite Tancredo-1 ao espaço no fim do ano passado. O projeto foi desenvolvido na Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, em Ubatuba (SP).

Na visita à AEB, o professor Cândido Moura e os alunos Rafaela Torres, Carlos Alberto Oliveira Filho e Yeté Abunã Labarca conheceram as instalações e discutiram a divulgação das atividades espaciais no Brasil.

“A AEB apoiou o lançamento do Tancredo-1 e é muito importante que eles conheçam o que fazemos, como coordenamos o Programa Espacial Brasileiro. Agora eles sabem como é feito o nosso trabalho. Depois dessa visita, eles serão também divulgadores das atividades espaciais”, afirmou o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel.

Após a passagem pela AEB, o grupo participou de uma bateria de testes com um motor híbrido para satélites que está sendo desenvolvido por alunos do curso de engenharia aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB), com apoio técnico e financeiro da entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Tancredo-1

Com 9 centímetros de diâmetro e 13 centímetros de altura, o Tancredo-1 está na órbita da Terra, a 400 quilômetros de altitude, e conduz experimentos para estudar a formação de bolhas de plasma na atmosfera, fenômeno que interfere na captação de sinais de satélites e em antenas parabólicas instaladas em regiões próximas à linha do Equador.

O nanossatélite de 700 gramas também carrega um gravador, que propaga uma mensagem gravada pelos alunos. A tecnologia foi totalmente construída no Brasil, com apoio da AEB e também do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: Portal brasil, com informações do MCTI