Exposição sobre jogos na antiguidade greco-romana chega ao Rio
Mostra leva 60 obras das maiores coleções sobre os jogos na antiguidade grega e romana ao Rio de Janeiro. Exibição vai até 2 de outubro
por Portal Brasil
publicado:
26/07/2016 16h09
última modificação:
27/07/2016 10h42
A partir desta quarta-feira (27), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, recebe a exposição “Os Jogos da Antiguidade – Grécia e Roma”. A mostra exibe esculturas que representam atletas e objetos usados por eles, ânforas e mosaicos que retratam cenas esportivas.
Nessa exibição, cerca de 60 obras, algumas com mais de 2.500 anos de idade, estarão expostas até o dia 2 de outubro. A mostra faz parte da programação especial do Ministério da Cultura (MinC) para os Jogos Olímpicos, a qual inclui uma agenda especial em vários museus cariocas no mesmo período.
A mostra apresenta dez das maiores coleções italianas e gregas sobre a antiguidade clássica. Entre elas estão obras do Museu Arqueológico de Olímpia, do Museu do Vaticano, do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles,do Museu de Arte Clássica Universidade de Roma Sapienza, do Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia (Roma), do Museu Arqueológico Nacional de Atenas, do Museu Nacional Romano – Palazzo Massimo alle Terme e de Museus Capitolinos.
Para o produtor Arnaldo Spindel, responsável pela mostra, o acesso a esculturas que inauguram a representação ocidental de atletas e seus movimentos, a exposição permite refletir sobre “quais características se mantêm e quais foram ressignificadas pela história da arte e pela forma de entender o corpo”, comenta .
Jogos na história
“Diferente do que ocorre no mundo moderno, os jogos na Grécia não eram manifestações exclusivamente esportivas. As competições nasceram no interior dos santuários como parte integrante das festas religiosas. Cada cidadezinha e cada santuário convocava suas próprias competições, mais ou menos articuladas”, afirma Annalisa Lo Monaco, co-curadora da mostra e especialista em arqueologia grega e sua relação com o sagrado. A co-curadora é historiadora formada pela Universidade de Pisa, na Itália.
“Já em Roma”, conta o curador Eugenio La Rocca, “a situação era completamente diferente. Foi lá que a competição, nascida de forma tímida na Grécia, num contexto religioso, transforma-se num verdadeiro espetáculo”, completa o professor de Arqueologia Clássica da Universidade Sapienza, em Roma.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura