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Mais três centros de pesquisa são credenciados para atuarem em biotecnologia

Embrapa, do Distrito Federal, IPT de São Paulo e Núcleo Ressacada de Pesquisa em Meio Ambiente (Rema), da Universidade Federal de Santa Catarina, poderão receber recursos para atuar na área


por Portal Brasil


publicado:
22/12/2015 15h23


última modificação:
22/12/2015 15h23

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) credenciou três novos centros de pesquisa para desenvolverem estudos na área de biotecnologia. Assim, chega a 16 o total de unidades credenciadas pela organização social que tem contrato de gestão com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC).

Foram credenciados a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Distrito Federal; o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo; e o Núcleo Ressacada de Pesquisa em Meio Ambiente (Rema), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Serão disponibilizados R$ 87,7 milhões para pesquisas nessa temática.

A Embrapa terá a atuação voltada para a área de bioquímica de renováveis, utilizando microrganismos para a produção de biocombustíveis. O IPT vai focar o seu trabalho no escalonamento de processos biotecnológicos e na busca da otimização do processo produtivo na indústria. Já o Rema vai aplicar biotecnologias ambientais na recuperação de áreas contaminadas, associado ao desenvolvimento de biotecnologias de monitoramento e na transformação de resíduos do setor industrial em novas matérias-primas de outros processos ou insumos, agregando valor comercial aos resíduos.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, ressaltou a importância da ampliação das unidades da Embrapii para alavancar a inovação industrial no País, especialmente na área de biotecnologia. Ele destacou que o setor é uma das grandes potencialidades da ciência e da economia brasileiras.

“É importante porque o Brasil tem um acúmulo [de conhecimento] muito grande nessa área. Isso significa que nós estamos aprofundando as pesquisas no espectro da produção e da economia em setores em que o mundo tem muita expectativa sobre o Brasil, que é nessa área de biopolímeros, de segurança alimentar e de energias renováveis”, afirmou o titular do MCTI.

Caminhos

Dos R$ 87,7 milhões, R$ 29,2 milhões serão investidos diretamente pela Embrapii, na modalidade de recursos não reembolsáveis. O restante será aplicado pelos centros de pesquisa e pelas empresas.

“A área de biotecnologia oferece possibilidades muito acentuadas de crescimento de inovação de alto nível e em proporção que nem todas as áreas oferecem. E, especialmente, se cuidarmos da biodiversidade, a biotecnologia é uma área que se destaca muito. Essas unidades selecionadas seguramente vão ser muito demandadas pelas empresas”, projetou o presidente da Embrapii, Jorge Guimarães.

Foram apresentados 38 projetos à Embrapii na área de biotecnologia para receberem o selo de unidade credenciada pela organização social. As três propostas selecionadas apresentaram planos de ação e passaram por avaliações que comprovassem experiência no desenvolvimento e realização de projetos de inovação entre os anos de 2012 e 2014, arrecadando pelo menos R$ 5 milhões.

A Embrapii já liberou parte dos recursos para que as unidades credenciadas possam prospectar negócios na iniciativa privada.

 

Fonte:
MCTI