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Santa Casa de BH recebe crédito de R$ 100 mi

Empréstimo dará fôlego financeiro ao hospital, que quitará dívidas fornecedores e instituições financeiras


por Portal Brasil


publicado:
09/10/2015 00h00


última modificação:
09/10/2015 19h29

A Santa Casa de Belo Horizonte poderá quitar empréstimos que giram em torno de R$ 60 milhões com bancos e pagar R$ 40 milhões a fornecedores.  O fôlego financeiro de R$ 100 milhões para colocar as contas em ordem é resultado de contrato assinado nesta sexta-feira (9) pela presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, e o governador Fernando Pimentel. Os recursos virão do BNDES Saúde, criado em dezembro para melhorar a gestão de hospitais filantrópicos que atendem o SUS.

Como resultado, a parcela do orçamento mensal comprometida com bancos e fornecedores cairá 41%, passando de R$ 3,4 milhões para R$ 2 milhões.

BNDES Saúde

A Santa Casa de Belo Horizonte será a primeira instituição do País a se beneficiar do BNDES Saúde, que oferece duas linhas de crédito: uma para financiar investimentos e outra para reestruturação financeira. Neste último caso, as condições incluem taxa de juros de 16% ao ano e prazo de até 10 anos (120 meses), incluindo carência de 6 meses.

Segundo a Caixa, o dinheiro será liberado à Santa Casa na segunda quinzena de outubro. Além de conceder o empréstimo, o banco participará ativamente do processo de reestruturação, explicou o vice-presidente corporativo do banco, Antônio Carlos Ferreira. “A Caixa convida os fornecedores a renegociar possíveis valores em aberto, reduzindo o endividamento. No final, o fluxo de caixa da Santa Casa é aliviado porque você alonga o prazo de pagamento.”

Benefício aos pacientes

O superintendente de Planejamento, Finanças e Recursos Humanos do Grupo Santa Casa BH, Gonçalo de Abreu Barbosa, deu uma ideia do tamanho do alívio. Graças ao acordo com a Caixa, Santa Casa conseguirá dobrar o prazo de pagamento das dívidas e reduzir, ao mesmo tempo, as taxas de juros em 10 pontos percentuais.

Os grandes beneficiários do acordo, ressaltou Barbosa, serão os pacientes. “O hospital vai ter condições de comprar melhor, investir em melhores equipamentos e colocar o foco na qualidade do atendimento.”

Fonte: Portal Brasil, com informações da Caixa Econômica Federal