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Evento discute acesso à terra e inovações tecnológicas

Escola Camponesa da Memória em Lagoa Seca (PB) reflete ações sobre direitos humanos e consolidação da cultura democrática


por Portal Brasil


publicado:
30/03/2015 16h42


última modificação:
30/03/2015 18h20

O Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) realiza até 1º de abril, o evento “2ª Escola Camponesa da Memória”, no Centro de Formação Elizabeth e João Pedro Teixeira, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizado em Lagoa Seca (PB).

O evento relembra a memória da resistência ao período do golpe militar de 1964 e a difusão da formação político-educacional de uma juventude camponesa. Juntaram-se ao encontro cerca de 100 jovens provenientes de 17 estados brasileiros.

Os temas de discussão giram em torno do direito à terra, à consolidação da cultura democrática e aos direitos sociais. O pesquisador do Insa, Jonas Duarte, proferiu a palestra “Agricultura Camponesa e Inovações Tecnológicas no Semiárido.

A apresentação incluiu explicação sobre o processo de construção do conhecimento histórico, sob os preceitos da educação do campo, contextualizada às condições do Semiárido brasileiro. A ideia foi propiciar aos ouvintes o domínio dos usos de tecnologias sociais sustentáveis na região.

Participam do evento os palestrantes Elisabete Teixeira, Carlos Augusto Marighella Filho e Clodomir de Moraes.

Manual Metodológico

No dia 29 de março, o Coordenador de Pesquisas do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aldrin Pérez, lançou durante o evento “Manual Metodológico: Práticas Mecânicas, Físicas e Biotecnológicas de Manejo e Recuperação de Áreas Degradadas em Condições Semiáridas”.

O manual compartilha um conjunto de técnicas de combate à desertificação que podem ser utilizadas pelos agricultores e agricultoras para recuperar áreas degradadas e promover o  uso produtivo do solo. Acesse o Manual Metodológico.

O livro será distribuído para agricultores familiares e traz, por meio de ilustrações e textos em linguagem acessível, a combinação de técnicas de controle de erosão e reflorestamento, que permitam ao agricultor prevenir e recuperar áreas degradadas na região semiárida.

Degradação

De acordo com o manual, a desertificação, ou degradação das terras, é um dos principais problemas sociais, econômicos e ambientais do Semiárido brasileiro, afetando aproximadamente 60% de seu território. Grande parte dessa região de quase um milhão de quilômetros quadrados vem tendo seus recursos naturais degradados.

As áreas desmatadas ou são abandonadas ou comumente ocupadas com pastagem e pecuária extensiva. Nessas, condições o solo fica exposto ao sol, à água e ao vento, favorecendo a erosão.

Fonte: 
Portal Brasil com informações do Instituto Nacional do Semiárido