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Rede de especialistas reforçará pesquisas de combate ao zika

Renezika vai concentrar estudos para eliminar mosquito transmissor da doença. Ministério da Saúde deve investir R$ 258 milhões


por Portal Brasil


publicado:
24/05/2016 14h30


última modificação:
24/05/2016 14h37

Para reforçar as ações e políticas de enfrentamento do zika vírus, o Ministério da Saúde criou a Rede Nacional de Especialistas em zika e doenças correlatas (Renezika). A ideia é reunir especialistas nessas doenças para formular e discutir pesquisas para combater o mosquito Aedes aegypti, que é vetor do zika, da dengue e da febre chikungunya. A criação do grupo foi publicada no Diário Oficial da União. 

Além de gestores da saúde, pesquisadores e representantes da sociedade civil, o Renezika também será formado por uma secretaria executiva, composta por técnicos das secretarias do Ministério da Saúde. A secretaria será responsável pela proposição de eixos de ações prioritárias para o debate, sistematização das informações relativas às atividades do grupo e busca de fontes de financiamento para o desenvolvimento de suas ações.

 “A rede facilitará a integração do Ministério da Saúde com especialistas e instituições que têm atuação relevante no enfrentamento da infecção pelo zika, microcefalia e doenças decorrentes”, afirmou o Ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 A rede ainda contribuirá na elaboração de documentos e protocolos que envolvam o zika vírus e outras doenças relacionadas. “A rede é um importante passo na busca por dados que auxiliem a descoberta sobre as doenças ocasionadas pelo zika vírus”, acrescentou Barros.

Pesquisas

O investimento em novas tecnologias é um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia que está sendo executado pelo governo federal. A previsão do Ministério da Saúde é investir um total R$ 258 milhões em pesquisas e no desenvolvimento de vacinas, soros e testes diagnósticos nos próximos quatro anos.

Uma nova tecnologia que está em desenvolvimento é a vacina contra o zika vírus, resultado da parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, e a Universidade Medical Branch do Texas, Estados Unidos. A nova vacina estará disponível para os testes pré-clínicos (em primatas e camundongos) em novembro. A vacina deverá ser administrada em dose única e utilizará o zika vírus atenuado. Inicialmente, o público-alvo da imunização serão mulheres em idade fértil.

Também estão previstos recursos dos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Haverá ainda mais R$ 550 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para o desenvolvimento, produção e comercialização de tecnologias relacionadas.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde