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Novo teste vai permitir diagnóstico simultâneo de zika, dengue e chikungunya

Tecnologia vai facilitar a identificação das doenças, que têm sintomas similares, e vai permitir um resultado mais rápido, além de reduzir os custos com exames


publicado:
02/03/2016 12h11


última modificação:
02/03/2016 16h36

Uma nova tecnologia vai permitir o diagnóstico simultâneo das três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: dengue, febre chikungunya e zika vírus. O Kit NAT, desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBPM) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), permitirá a identificação, ao mesmo tempo, do material genético dos três vírus, evitando a necessidade de três exames separados.

O novo teste também vai oferecer um resultado mais rápido, pois tem uma combinação pronta de reagentes. Com ele, será possível testar 30 pacientes para as três doenças em quatro horas. A inovação também vai reduzir os custos com exames, já que insumos estrangeiros serão substituídos por produtos nacionais.

Segundo Marco Krieger, pesquisador titular da Fiocruz e integrante da pesquisa, a mesma amostra de sangue colhida do paciente será testada simultaneamente para as três infecções. Um texto discriminatório vai auxiliar não só em um diagnóstico mais rápido, como em uma identificação em relação à circulação dos vírus no País em cada região do País.

De acordo com Krieger, é possível, por exemplo, desenvolver um teste quase rápido para situações nas quais não existe um ambiente laboratorial. Em regiões onde a estrutura é mais precária, pode ser usado um teste feito ao lado do leito, por exemplo. “Hoje as amostras são colhidas e enviadas para os laboratórios centrais com essa tecnologia. Haverá um treinamento e a distribuição de kits para execução em vários pontos do Brasil.”

O Ministério da Saúde vai encomendar a produção de 500 mil kits pela Fiocruz até o final deste ano para ser distribuído em todo o País. Atualmente, o diagnóstico do zika vírus é realizado por técnicas moleculares, com uso da técnica de RT-PCR em Tempo Real, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra.

São usados reagentes importados e, para descartar a presença dos vírus dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde